terça-feira, 20 de agosto de 2013

Retrato

Que tal um beijo?
Um abraço gostoso?
Que tal um cafuné,
uma palavrinha
sussurrada ao pé da orelha?
Que tal um pouco mais de nós
e que tal mais pouca roupa?

Sim, é isso que eu digo...
às vezes me visto de cinza
e meus poemas são por vezes tristes,
mas eu não deixei de ter em mim
a vontade de estar em ti...

Não... não julgues mal!
Sou feminina o bastante
para te seduzir...
como um nu em preto e branco.

Sim, são duas partes de mim...
uma pra dentro do que sinto e penso...
outra pra fora que são só sorrisos.

Todas nós somos assim...
Por isso tu que me lês
e sabes bem quem eu sou
não aches que quando estou triste
eu vá permanecer triste...

eu posso sorrir de novo!

Mas também posso zangar-me,
emudecer, cair a cadência dos versos.
Ser mais obscura. Posso odiar às vezes...

mas sendo alegre ou triste
serei sempre aquela Sophya
dos olhos altivos...

os mesmos olhos vivos
e que por isso choram
e que por isso riem...

A poesia é o meu retrato, se não do meu rosto, pelo menos daquilo que se passa em mim. Poema sincero.

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