segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A flauta mágica

Uma sequência lógica
de tal harmonia inata,
que mais parece música
esse estar a olhá-la.

Métrica em conjuntura
com o todo que exala,
todo, tal qual uma peça
feita para escutá-la

em todo seu movimento,
seu ritmo e seu compasso
que para senti-la toda,
é preciso estar a amá-la.

Mais que isso, precisa-se
conhecê-la, frequentá-la,
em todos os seus aspectos:
do seu tudo ao seu nada.

Porque se música é ela,
seja romance ou ária,
se é toda ela harmonia
terá também a sua pausa.

Que é espaço onde ela
seu ser íntimo prepara
pra daí mostrar-se toda,
com seus mil sons enfeitada.

Pra não ser somente vista,
broncamente executada,
pois, para amar essa mulher
é preciso interpretá-la.

Dar textura ao seu canto,
sua forma e matemática,
e só assim desta forma
soará a flauta mágica.

Cujo canto milimetrico,
todo pudor extravasa.
É de uma tal melodia
que só resta apreciá-la.

Nenhum comentário:

Postar um comentário