terça-feira, 10 de setembro de 2013

A caixa de Pandora

               
     Se Pandora não abrisse a caixa, talvez ela estivesse em segurança, porém não seria feliz. Quando uma dúvida se lança, logo vem a inquietação, o desejo das respostas. O mistério, motor imóvel que não precisa ter nada para movimentar, só precisa ser. E lá vamos nós... queremos nos adentrar em seus labirintos, quer que o que descubramos seja ruim, ou mesquinho, ou até mesmo idiota, mas se há o mistério há o desejo. O desejo de sermos plenos, porque não há maior medo do que o medo do desconhecido, do inimaginável. Com a chave na mão Pandora tinha duas opções, ou deixava se levar pelo desconhecido ou teria que encará-lo para aliviar sua própria curiosidade. Diz a lenda que ela hesitou, mas abriu... e após esse breve girar das engrenagens do cadeado todas as catástrofes humanas pairaram sobre a terra. Pandora pode ter chorado porque tudo aquilo poderia ser evitado. Poderia mesmo? Há algo que dome o intelecto humano pela busca do desconhecido? Pandora chorou, porém no final, em um canto empoeirado ela viu um pequeno ponto luminoso. Era a esperança... Perdida nas trevas do mistério, misturada aos maiores medos da humanidade, lá estava ela... tênue luz... a esperança que vence os medos. Com os monstros a solta, somente a esperança poderia resistir. Contra o mal, só a esperança. A luz da caixa misteriosa. Será que depois disso Pandora voltou a sorrir?

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