segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Minha casinha do campo

Minha casa, minha casa...
Pequenina, pequenina...
junto da ribeirinha...
que tem flores tão nascidas,
no caminho das águas.

Minha casa, minha casinha...
tão frágil e pobrezinha,
mas que guarda os meus passos
os meus passos de menina
lá na beira do caminho

Minha casa, que é mais casebre,
casinha que me viu nascer
onde eu dei meu primeiro alento
lá junto de suas paredes...
onde minha mão me pôs na rede

Casinha em que me criei,
Deixo-te agora com um adeus chorando,
deixo-te, enfim,
mesmo querendo tanto
guardar tuas lembranças em mim.

Deixo-te assim em ruínas,
desabando em mil feridas
no meu pobrezinho coração.
Mas, minha casinha, não te esqueças,
que é com saudade que parto

assim te deixo sonhando
em teus espaços vazios

cheios de sonhos.

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